Este estudo investiga o fenômeno do “preço de rally” e seu impacto negativo na formação de orçamentos para licitações de medicamentos na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. A análise demonstra que a fase competitiva dos pregões eletrônicos gera uma redução média de 36% nos valores, criando preços homologados que muitas vezes não refletem a realidade do mercado. Os autores argumentam que utilizar esses valores drasticamente reduzidos como referência para futuros processos resulta em certames desertos ou fracassados, comprometendo o abastecimento de insumos essenciais. Além disso, o texto destaca que a “poluição” das bases de dados e a falta de padronização dos itens agravam a imprecisão das estimativas de custo. Como solução, propõe-se a adoção de metodologias multifonte e a aplicação de um fator corretivo para garantir a viabilidade econômica das contratações. A pesquisa fundamenta-se na Nova Lei de Licitações e em modelos estatísticos para promover maior eficiência na gestão do SUS.
Da Figura do Pregoeiro ao Agente de Contratação
O artigo de Hugo dos Santos examina a transição da figura do pregoeiro para o agente de contratação sob a égide da Lei nº 14.133/2021, investigando se a mudança é meramente nominal ou uma reforma estrutural. O autor reconstrói o histórico do pregão no Brasil, desde...




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