O texto de Jader Esteves e Viviane Mafissoni analisa a transição entre a fiscalização contratual e a aplicação de sanções administrativas sob a ótica da Lei nº 14.133/2021, apresentando-as como etapas integradas de um sistema de governança pública. Os autores destacam que a punição não deve ser um ato isolado, mas o resultado de um processo técnico que exige o registro sistemático de ocorrências e o respeito rigoroso ao devido processo legal. É enfatizada a importância da segregação de funções, distinguindo as atribuições de gestores e fiscais para garantir a imparcialidade e evitar conflitos de interesse. A obra argumenta que a eficácia das penalidades depende da solidez das provas colhidas durante a execução, transformando a sanção em um instrumento de gestão e prevenção de riscos. Por fim, defende-se que uma estrutura administrativa madura privilegia o diálogo e a correção de falhas, recorrendo ao poder punitivo como um mecanismo legítimo para assegurar o interesse público.
Pagamento pelo fato gerador na “terceirização”: entre a contradição legal e o incentivo prático
O artigo de Helder Santos analisa uma contradição jurídica na Nova Lei de Licitações e Contratações (Lei 14.133/2021) referente ao pagamento de serviços terceirizados com dedicação exclusiva de mão de obra. O autor destaca o conflito entre a proibição do reembolso...




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